É fácil saber quando os outros erram, o difícil é assumirmos os nossos erros, mostrarmos que também erramos. É simples julgar as atitudes e os actos dos outros, falamos-lhes disso sem sequer pensar que os podemos magoar, que podemos estar a ser injustos. Porque falar é fácil, basta-nos apontar o dedo e pensar que estamos sempre a ajudar alguém quando o fazemos, ou então basta-nos pensar em nós, sem sequer pormos em causa aquilo que os outros vão sentir.
‘As crianças podem ser cruéis’ é o que os adultos costumam dizer, esquecendo-se daquilo que fazem, das atitudes que têm perante determinadas situações, que muitas vezes eles conseguem ser mais cruéis que qualquer criança. Por vezes parecem não ter sentimentos, parecem pessoas frias que apenas se preocupam consigo próprias esquecendo-se de que não vivem sozinhos e que não são só eles que precisam de felicidade.
Dói por vezes ouvirmos coisas sabendo que são injustas. Nessas alturas o melhor que temos a fazer é mostrar a essas mesmas pessoa que elas não são perfeitas. Ninguém o é! Tocar-lhe bem lá no fundo e dizer-lhe a verdade. Não é com falinhas mansas que todos os assuntos se resolvem e na sociedade em que vivemos, aprendemos a tratar assim as pessoas, porque é assim que somos tratados.
Cada vez que a palavra incorrecta no momento inoportuno chega até nós pode magoar-nos mais que qualquer gesto que possam ter. Porque a verdade dói, mas a injustiça magoa e pode deixar grandes marcas para o futuro.Temos de pensar que não devemos fazer aos outros aquilo que um dia nos magoou a nós e que nós não queremos que volte a acontecer. Haverão milhares de pessoas a pensar da mesma forma.
Penso que ninguém quererá ser destruidor da felicidade de ninguém.
Será?





